Lidando com a Ansiedade

O que eu geralmente faço quando estou ansiosa:

Esse negócio de crescer é massa né? A gente sempre tem essa mania de reclamar da vida e como ela passa rápido e como era bom quando eu tinha 15 anos, mas a realidade é que eu bem queria estar aqui hoje, com 21 anos, começando a tomar as rédeas da minha vida e conhecendo muito mais de mim mesma do que quando eu tinha 15 anos e só queria, sei lá, dar uns bejo.

Mas, como todas as coisas da vida não são agradáveis e floridas, crescer vem acompanhado de alguns probleminhas que, se não levados da melhor forma, podem se tornar UM PROBLEMÃO, CORRE! Pra mim e acredito que pra você também, um deles (um dos constantes) é a ansiedade. Eita palavrinha danada de ruim. Só de falar dá uns tremeliques. 

Quando eu era mais nova, não que eu seja velha, você entendeu, a ansiedade vinha em momentos muito específicos ou normais. Era quando ia ter um passeio massa da escola, era quando eu ia viajar com minha família e reencontrar minhas amigas, essas coisinhas simples. Mais tarde, depois que eu comecei a trabalhar e estudar, a ansiedade bateu na forma da famosa "crise dos 20", aquela que te faz questionar "por que você não está rica dominando o mundo com milhões na conta?"; mas a maior delas veio quando eu me mudei de uma casa para um apartamento com minha família e meu cachorrinho Marley não se adaptou ao novo local. Foram 2 meses de muito choro e tentativas, brigas e até minha menstruação atrasou por causa desse acontecido. No fim das contas eu percebi que o melhor seria doá-lo para alguém com mais espaço e, infelizmente, foi o que eu fiz.

Desde então eu comecei a compreender como meu corpo reagia ao meu psicológico e isso fez muita diferença na minha vida pois eu pude compreender, também, de que forma eu poderia sair da crise. A ansiedade pode vir associada a várias coisas, mas ultimamente meu gatilho tem sido a vida profissional e os rumos que preciso tomar para encaminhar tudo da melhor forma possível. 

Durante o mês de agosto (o primeiro mês em que fiquei efetivamente em casa) ela bateu bonito em forma de acusação, e eu vivia/vivo me perguntando o que eu estou fazendo para chegar aonde eu quero chegar e isso tem me consumido um pouco. Não que os questionamentos sejam ruins, mas ao menor sinal de procrastinação eu já fico pirada, e isso não é saudável.

O que acontece quando eu fico ansiosa?
* Eu fico irritada, muito irritada;
* Eu começo a falar mal de mim mesma;
* Eu começo a lamentar a minha vida e fazer comparativos;
* Eu começo a comer como se fosse o último dia da minha vida;
* Meu fluxo menstrual atrasa.
* É MUITO RUIM, CREDO.

E com isso voltamos ao início do texto, quando eu falei que é muito legal se conhecer por que aí, quando eu identifico que a ansiedade tá batendo na porta com certa força, eu começo a bolar meu plano pra mandar ela embora e esse plano consiste em: DEFINIR UMA ROTINA E SEGUI-LA. 

Sabe aquela ideia Xovem e contemporânea de que o bom da vida é não ter rotina? MENTIRA. Até por que uma vida sem rotinas é um tipo de rotina de vida, sacou? Eu saquei isso recentemente. E aí eu percebi que precisava definir meus horários, que acordar às 10 da manhã não é o ideal se você precisa tocar algumas coisas na sua vida e tudo mais. 

Sendo assim, eu comecei a firmar horários para acordar, ler, fazer exercícios, preparar o almoço, estudar e cuidar de mim. E tem sido ótimo. Funciona "JUST IN TIME" todos os dias? Claro que não. Tem dias que eu fico assistindo um programa massa (MasterChef) até 1:00am e aí minha rotina matinal vai pelo ralo, mas tudo bem, só não pode virar um padrão. 

Gostei muito de um texto da Maki, do Desancorando, que fala um pouco sobre porque se organizar é tão legal e pra mim, um dos melhores motivos é "parar de falar mal de mim mesma". Outro aspecto interessante é o de poder sentir que sua vida está sob seu controle, não nas mãos das circunstâncias ou do momento. Claro que é muito mais que isso e as circunstâncias influenciam muito, mas a sensação de auto-controle é divina de tão boa.

Enfim, pra mim é assim que funciona. Pouco a pouco a gente vai se compreendendo mais e tornando essa convivência interna, e consequentemente a externa, muito mais harmoniosa e gostosinha pra todo mundo ao redor.


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