"Aceitamos o Amor que imaginamos merecer"

Ontem, numa proposta da minha irmã do meio de vermos um filme juntas, assistimos "As vantagens de ser invisível". Já havia visto esse filme há muito tempo, ocasião em que a mensagem passada por ele não me impactou nem um pouco e ele não passou de um filme sem graça que eu tive o azar de escolher entre tantos "legais".

Mas dessa vez foi diferente. E se você nunca assistiu, aqui vai um breve resumo da história:
Charlie (Logan Lerman) é um jovem que tem dificuldades para interagir em sua nova escola. Com os nervos à flor da pele, ele se sente deslocado no ambiente. Seu professor de literatura, no entanto, acredita nele e o vê como um gênio. Mas Charlie continua a pensar pouco de si... Até o dia em que dois amigos, Patrick (Ezra Miller) e Sam (Emma Watson), passam a andar com ele.


Charlie, também conhecido como Percy Jackson (hehe)

Lendo apenas a sinopse do filme, você pode achá-lo meio sem graça mesmo. Mas a forma como Charlie e os outros personagens são explorados ao longo da trama é muito sensível e reveladora. Mas onde eu quero chegar? Quero chegar ao título do texto de hoje.

Em certo momento do filme, Charlie descobre estar apaixonado por Sam. Ela namora um rapaz mais velho, que já está na universidade, e aparentemente eles se gostam muito. Porém, numa breve conversa, Charlie descobre o tipo de babaca que o namorado e Sam é. Depois desse momento, ao final de uma de suas muitas aulas de literatura, Charlie indaga seu professor sobre o por que de pessoas tão legais quase sempre se apaixonarem por pessoas idiotas, agressivas, "não legais". E então ele responde: "Aceitamos o Amor que imaginamos merecer".

Fiquei pensando nessa frase de ontem pra hoje, e como esse texto é fresquinho (escrevo e posto imediatamente, vulgo atrasada), resolvi falar sobre ela. 

"Aceitamos o Amor que imaginamos merecer".

Isso me faz voltar ao meu texto sobre relacionamentos, sobre o ponto de conhecermos a nós mesmos e acima disso, amarmos a nós mesmos. Ouso dizer que antes que esses dois pontos estejam presentes em nossa vida, não seremos capazes de amar e sermos amados de forma plena e saudável. Porém, me entenda, não estou falando de egoísmo. Falo mais sobre sinceridade e sobre a capacidade de atrair coisas boas para si e passar coisas boas aos outros.

A bíblia diz que devemos "amar o nosso próximo como a nós mesmos"(Marcos 12:31). Logo, o exercício de amor próprio vem antes do amor ao outro, não deve ser inferior ou superior e sim na mesma medida.

A partir daí, aceitaremos o amor que merecermos e nos tornaremos o personagem principal da nossa vida. E por último (porém entenda isso primeiro, antes de tudo): Existe alguém que te ama acima de qualquer coisa ou pessoa. Aceite esse amor transcendente e seja completo o suficiente, a ponto de não precisar de mais nada.





Até amanhã.




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