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Socorro! Tô amando demais!


Esse negócio de amar, né menina?

No mundo internético sempre rola aquele diálogo:

[- Amiga, tô apaixonada...]
[- Corra.]

Nossa atual concepção de mundo nos diz que devemos ser seres desapegados, que não sentem dor, que sempre seguem em frente de cabeça erguida, que não se apaixonam demais e que não devem demonstrar fraquezas.

Eu acreditei nisso por muito tempo e, talvez, uma parte de mim ainda acredite. Não que seja totalmente ruim, afinal de contas temos que ser fortes uma hora ou outra mesmo. Mas os reflexos dessa ideologia nos deixam muito amedrontados frente a um sentimento recorrente: O Amorzinho.

Veja bem, eu namoro a 8 anos (se isso é novidade pra você, volte algumas casas textos e conheça mais sobre minha pequena grande história). Em certo momento do meu relacionamento eu me deparei com aquele paraíso sinistro que é o fato de estar loucamente apaixonada. Isso não me caía bem. Eu tinha que manter minha pose de mulher desimpedida, "atura ou surta bb", não se apega não, etc. OU, se era pra estar apaixonada, que a outra pessoa também estivesse, na mesma medida, não é mesmo??? Osshh.

A má notícia é que nem sempre seremos correspondidos na mesma proporção. E isso não quer dizer que a outra pessoa não nos ama também, talvez ela só não saiba demonstrar do mesmo jeito que a gente. Quando eu me vi nessa situação, comecei a criar uma série de expectativas (coisa ruim de se criar) em cima do coitado do moço, o que deixou ambos muito chateados e insatisfeitos com o do relacionamento. 

A verdade é que somos muito egoístas. Toda vez que demonstramos ou fazemos algo em prol de outra pessoa, esperamos algo semelhante ou até mesmo melhor em troca. Depois que me dei conta do quanto egocêntrica eu estava sendo, exigindo que meu companheiro correspondesse às minhas expectativas exatamente como eu imaginava, eu comecei a fazer o caminho inverso. Ao invés de precisar sempre da validação oposta para me sentir bem com minhas demonstrações de carinho, passei a me auto-validar. Em outras palavras, comecei a me expressar mesmo, a falar mesmo, independente de ser correspondida da forma como eu esperava ou não. Não foi fácil, é um exercício constante, mas não quero terminar meus dias citando frases como: Devia ter amado mais... (se é que você me entende).

Apesar da gasturinha que sempre dá quando mando aquela mensagem de "estou com saudades" que me faz sentir a namorada mais melosa deste universo, eu seguro a onda e clico em enviar mesmo assim, por que é isso que eu estou sentindo e não é uma regra idiota que vai me fazer segurar a onda do sentimento. Claro que tudo na vida tem um equilíbrio, mas eu me policio para não ultrapassar a linha do "caraca, deixa eu respirar", mesmo que às vezes a gente queira é sufocar mesmo (hihi).

Enfim, acho que a conclusão desse texto é que não tem essa de NÃO demonstrar. Demonstre mesmo, demonstre muito. Sinta a vida, sinta os relacionamentos. Se não for a pessoa certa, paciência. Sofrer também faz parte da nossa existência e pelo menos não vamos nos arrepender de não termos sido sinceras.

Por último, indico esse videozinho da Jout Fucking Jout, falando exatamente sobre isso e dando um quentinho no coração.

Beijos Senhoras.

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