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Meu fone Azul com detalhe Vermelho

Uns mundo paralelo, né mesmo?

Eu sou uma grande consumidora de fones de ouvido. Isso por que eles me acompanham 25 horas por dia e, como a vida útil desses acessórios é bem pequena, acabo trocando a cada dois ou três meses. 

Na páscoa desse ano eu estava prestes a fazer essa transição de fones (mais uma vez) e calhou de existir um ovo de páscoa que vinha com headphones. Juntei a fome com a vontade de comer (ou ouvir, nesse caso) e comprei o bendito. Já imaginava que a vida dele também seria curta, mas peguei mesmo assim. O grande detalhe desta narrativa é que o fone era de uma coleção juvenil, então as cores eram gritantes e variavam entre verde limão, rosa e azul (e TODOS tinham um detalhe gritante em vermelho). Dos males o menor, escolhi o azul (escuro). 

Eu não sou uma pessoa de sentir vergonha de algo que eu esteja usando, mas o fone azul com detalhe vermelho me fazia ser notada e isso me deixava envergonhada. Não sei exatamente o motivo, mas eu sentia que todos estavam olhando pra mim, mesmo que às 6:00 AM as pessoas estejam, literalmente, "cagando" umas pras outras. Parei pra refletir sobre esse sentimento e cheguei à seguinte conclusão: 

A GENTE QUER SER DIFERENTE, MAS NÃO QUER SER NOTADO.

O que é, no mínimo, contraditório, por que quando nos dispomos a ser diferentes, seremos facilmente notados e questionados. E isso não acontece apenas com fones de ouvido, mas também com estilo de vida, desconstruções, posicionamentos e com qualquer outra coisa que fuja do padrãozinho socialmente aceitável.

Uma Mulher Maravilha por dia...

A questão é que precisamos aceitar os questionamentos da mudança e sustentar nossos desejos de revolução. Eu não tenho uma conclusão ótima pra esse texto por que isso é algo que precisa ser trabalhado todos os dias.

Vamos todos juntos usar esses fones azuis com detalhe vermelho.

Stay Strong,

Mina.
YOU GO GIRL!

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