Pular para o conteúdo principal

EIGHT, OITO, VIII, 8 anos de namoro e a receita de bolo dos relacionamentos

Hoje é quarta-feira, dia 26 de Julho de 2017, também conhecido como o meu aniversário de namoro (e do meu namorado também, por que né?). Nós não estamos e nem estaremos juntos no dia de hoje por que eu estou viajando (ALÔ BAHÊA), e talvez isso pareça meio desnaturado da minha parte. Judge me.

Amor, desgurpa.

Mas eu não vim aqui falar do meu namorado (<3), por mais que essa pauta seja tentadora. Eu vim aqui falar sobre relacionamentos em geral (baseada no meu) e sobre como eles podem ser tóxicos ou libertadores.

Pra quem não sabe eu namoro desde os 13 anos (SAY WHAAAAAT?!). Recomendo? Não. Mas, como em tudo na vida, existe o lado bom e o lado ruim de namorar a 8 anos e ter apenas 21 anos de idade; e eu acredito que meu relacionamento não teria chegado ao nível de maturidade que chegou hoje caso ele tivesse começado mais tarde.

Meus primeiros 4 anos de namoro foram tóxicos (vulgo abusivos), mas eu só fui perceber isso há pouco tempo atrás, analisando minhas atitudes e comparando com quem sou/somos hoje. Obrigado pelas mudanças de corpo e mente, amém.

Algumas características que eu gostaria de citar sobre esses quatro anos (e de quebra já fazer um check-list do que NÃO alimentar no seu relacionamento) são:

* Relacionamento Hollywoodiano: Sim, eu sei, é uma vergonha. Mas eu sempre fui amante de filmes românticos ao estilo Hollywood, cheios de drama e términos, depois voltas com beijos apaixonados, mocinhos querendo cagar regra na vida das mocinhas e vice-versa. De alguma forma, eu trazia isso para o meu relacionamento e adivinhem: Nunca funcionou. Seu namorado não é ator e nem tampouco você, então deixa os romances avassaladores para a Netflix ou para outros sites clandestinos onde encontramos os últimos lançamentos. Vamos viver a vida REAL.

Eu sei que é uma gracinha, mas acorda!

* E falando em cagação de regras...: Eu era essa pessoa. Sabe o corte de cabelo? Eu queria regulamentar. Sabe o estilo? Eu gostava de opinar e criticar (mesmo que mentalmente). Uma das fichas mais importantes que precisam CAIR pra nós é exatamente essa: A outra pessoa não é você, ela é OUTRA PESSOA. Outra pessoa com desejos e vontades quase sempre diferentes dos seus, com um estilo diferente e, acima de tudo, um cérebro diferente do seu (com conexões e opiniões diferentes!). Respeitar e não se meter onde não somos chamados a opinar é de extrema importância, mesmo que o relacionamento já esteja "maduro".

DON'T DO THIS!

* Efeito Zigue-Zague: Palmas para esse nome que acabei de inventar para o famoso 'termina e volta 457x'. Não tem muito o que falar desse item, além do quão mal ele faz para um relacionamento. Enfraquece, deixa dúvidas, acaba com a confiança e com o psicológico de ambas as partes. Enfim, não façam isso se não houver certeza da atitude a ser tomada em qualquer situação.

NÃO NÃO ME DEIXE NÃO NUNCA ME DEIXEEE...

* Inconstância Emocional: Também chamada de motivo do problema anterior. Se você não conhece a si mesmo, como pode se apresentar ao outro? Eu sofri disso, em partes por que a adolescência é uma fase de descobertas, mas também por que eu não levava nem eu e nem meu relacionamento a sério. Se você não está preparada para encarar um compromisso, não faça isso por pressão ou calor do momento, lembre-se que isso não envolve só você, envolve outro(s).

OSSSHEE...
---

Quando eu completei 17 anos, comecei a trabalhar e acabei o ensino médio, comecei a me entender mais como mulher e, consequentemente, levar meu relacionamento mais a sério. Descobrir quem eu era e o que eu queria foi de extrema importância para nós dois, pois a partir daí eu pude dominar MEU espaço e entender o espaço DELE, fazendo com que o RESPEITO, essa palavra mágica que resolveria os problemas do mundo, pudesse fazer parte ativa do relacionamento, tornando tudo mais "natural" e sem neuras.

O fato é que, nos últimos 4 anos nós dois atingimos um nível de maturidade muito grande, que tornou nossa convivência muito mais divertida e natural, com brigas a nível 0, mais discussões conscientes e sadias a respeito da opinião do outro, nada de "eu não deixo você...", muito de "vamos decidir isso juntos", "o que você pensa sobre isso", entre outras frases regadas de consciência e atitude.

Não estou aqui esfregando na face o quanto meu relacionamento é bom (ou talvez sim, haha), mas enaltecendo o que deveria ser a regra geral dos 'amores' por aí.

A quê devemos toda essa sintonia? A nós mesmos, individualmente. Nenhuma mudança pode ocorrer entre os dois se ela não acontecer em cada um primeiro. Ao contrário do que Fábio Jr. pregou por anos em 'Alma Gêmea', as metades da laranja talvez não sejam iguais e dê um BO danado, mas duas laranjas inteiras fazem um suco massa.

Acho que posso resumir esse texto naquela frase famosa que eu não sei quem falou, pesquisa aí no google: CONHECE-TE A TI MESMO, 'MANO' (ênfase por minha conta).

Meta de Relacionamento

Flw flw flw ✌

Postagens mais visitadas deste blog

Não é Solidão, é Solitude.

"Entende-se por solitude o pleno contado consigo mesmo. Isso quer dizer que não há a necessidade de estar sempre em companhia de outras pessoas e não há solidão por isso. Esta pessoa está bem com ela em tempo integral, mas convive muito bem com os outros. Veja que há um contato direto consigo mesmo, podendo passar vários dias em um lugar sozinho e se sentindo pleno; mas há também uma plenitude ao estar com alguém."  (via: Maura De Albanesi)
Veja bem, eu gosto de estar na companhia das pessoas que eu amo. Mesmo. Me sinto completa com barulho de família ao meu redor. Quando rola, adoro passar tempo de qualidade com os amigos e/ou com o namorado. Mas eu também sinto um prazer indescritível no silêncio. 
Tipo agora. Estou em casa, são 10:08AM, minhas irmãs ainda estão dormindo e a casa está silenciosa, por hora. Eu posso fechar os olhos e respirar fundo. Sinto uma paz imensa. Me faz bem. Eu curto a minha própria companhia e já recusei saídas por ela (eu/mim). 
Eu costumo brincar…

TOP 4 Girls Crush da FICÇÃO

E aí Internet!
Dispensando toda a enrolação inicial de blogueira não assídua, hoje vamos falar sobre xoxotas poderosas na ficção! Já rolou um post aqui no ano passado sobre 3 GIRLS maravilhosas da ficção e da vida real e eu não vou repeti-las pra você ir lá depois e fortalecer a amizade, hehe.
Sem mais delongas, XXT PWR!

#1. CRISTINA YANG
Hello Grey's Anatomy! De todas as (poucas) séries que assisti e personagens que conheci, Cristina foi a que mais marcou, sem dúvida. Apesar de não ser a personagem principal da série, ela roubou a cena por muitas temporadas e foi ótimo. Mais apaixonada pela profissão do que qualquer outra coisa ou alguém, ela não tinha medo de dizer que era a melhor e, o mais incrível: Ela realmente acreditava nisso. E era.  Em poucas palavras: ACREDITE NO SEU PODER E OS OUTROS TAMBÉM IRÃO.

#2. KATNISS EVERDEEN
Jogos Vorazes é minha trilogia preferida por motivos de: Katniss. Devorei os três livros na época do ensino médio e era intensa a identificação com essa ga…

A síndrome do "início sem fim" e atualizações - Querido Diário Otário #2

Dispensando a lorota inicial de blogueira irresponsável que não posta nada a mais de um mês, vim aqui (finalmente) falar sobre um problema que eu tenho que está intimamente ligado ao fato de eu não postar nada aqui a mais de um mês, risos. 
Meu apelido carinhoso para esse probleminha é a síndrome do "início sem fim". Veja bem, eu adoro ter ideias novas, começar coisas, pensar em como fazer algo, traçar os caminhos, definir os objetivos, me empolgo com a ideia de dar certo e tudo mais. Mas aí, por algum motivo que eu ainda não descobri qual é, eu paro. Isso já aconteceu com vocês? Por que acontece comigo sempre. Com o blog, com a vida, com tudo, sabe? E eu acho que eu ficaria menos mal se isso tivesse um motivo; mas o fato de não ter me deixa bem chateada por que eu simplesmente não sei por que eu não estou fazendo as coisas que eu queria estar fazendo!
- AFF Ramina, é só ir lá e fazer!
É o que eu sempre digo para os outros. E é bem verdade que quando se trata de mim mesma o …