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Não é um filme de Hollywood

*Se você também foi tiete de HSM toca aqui*


Eu fui/sou fã de High School Musical.

Se você nasceu no final dos anos 90 ou no início dos anos 2000 (o primeiro filme foi lançado em 2006), muito provavelmente você também foi fã de HSM para os íntimos da trilogia.
Eu me encantava pela escola (digo, pelos armários), pelas atividades que a escola oferecia, pelas músicas, pelo teatro, pelo romance, pela Gabriela e pelo Troy Bolton (ahh o Troy, meudeusoTroy). 

Lembro-me que na época eu ainda não tinha computador e muito menos internet em casa (meu primeiro PC foi adquirido quando eu tinha mais ou menos 11 anos) e tinha que pedir R$2,00 pra minha mãe pra ir até uma lan house do meu bairro e ficar 2 horas pesquisando sobre a vida de todos os atores (principalmente o ZAC). Foram bons anos em que minha única preocupação era apenas saber de vidas alheias à minha. Saudades.

Eu sempre fui uma criança muito criativa e sonhadora; até hoje boa parte dessas características me acompanham. Eu adorava fantasiar a realidade com os filmes que eu assistia, me arrumar e pensar como a minha personagem preferida pensaria (Gabriela Montez era minha inspiração, hehe). Daí ontem eu me deparei com o vídeo acima e, só pra contextualizar, os dois indivíduos no vídeo interpretavam os vilões da trilogia HSM, Sharpay e Ryan Evans. 

Antes de cantarem o dueto proposto, que ficou lindo por sinal, eles conversaram um pouco sobre a época do filme e sobre como é bom lembrar os velhos tempos, as relações que tiveram, etc. E então chegamos no ponto central do assunto deste post. Em dado momento do vídeo (ative a tradução em português), eles revelam que não se davam muito bem na época das gravações. PASME; eles eram irmãos no filme, eles se davam bem no filme, mas na vida real eles se odiavam. 

Confesso que fiquei meio frustrada com essa revelação mas depois parei pra refletir: A vida real não é como um filme de Hollywood. Não é mesmo. Nem os atores dos filmes são como nos filmes. E eu sei que você já sabe disso, mas a gente tem uma mania boba de fantasiar as relações da nossa vida como se tivéssemos algum roteiro ou controle sobre elas e a qualquer momento podemos dizer CORTA! e aí tudo vai parar e podemos mudar pessoas de posição, sentimentos e etc.

Seria maravilhoso se fosse assim, mas não é. A gente é como os dublês: Nos jogamos nas situações sem saber se vai dar ruim ou não. E esse é o legal da vida, não saber o que acontece no capítulo seguinte.

Para de querer dirigir esse filme por que não vai rolar. Deixa o roteiro com quem sabe o que está fazendo e se joga nas oportunidades.

Xero no cangote. 


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